domingo, 20 de outubro de 2019

Na volta da prainha, muito vento, poucas palavras. Desceu do carro, se pôs de pé e na cabeça um lenço, que ganhará vida e dançava no rosto feminino e apaixonado dela, que com os olhos sorria para o rapaz que passava do outro lado da rua, o par de olhos escuros sequer piscou de tamanha adoração, mas o rapaz não retribuiu o olhar nenhuma vez. Ela andou por vários caminhos, em nenhum deles ele estava, quando mudou a rota enfim se trombou com o sujeito; soube seu nome, sua cor favorita e o que gostava de fazer e era inevitável conter o riso no fim daquele prolongado inverno. O moço até que gostou dela, fazia graça de suas piadas e jeitos,  caiu no encantos dos olhos dela, olhos da noite e neles jurou que quis se perder. E foram alguns dias, uma ou outra noite, quase, quase nada de romance, mas um beijo finalmente aconteceu. Dizem que o touro só acaba uma tourada depois de deveras machucado ou morto, com o coração é quase a mesma coisa, corre, apanha, corre, apanha, no fim cai, e é sorte levantar de novo ou não. O coração da moça se assemelhava a breve luta pela sobrevivência do touro, o coração era como um touro, bravo, forte, destemido, mas após tantos esporros normal fraquejar, cansar

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